Ciência para todos no Museu D. Diogo | Diário do Minho

O Museu D. Diogo de Sousa recebeu ontem mais uma edição da Noite Europeia dos Investigadores, numa organização da Escola de Ciências da Universidade do Minho, juntando-se a muitas outras entidades que na Europa aderiram à iniciativa patrocinada pela Comissão Europeia. Segundo Sandra Paiva, uma das coordenadoras desta iniciativa em Braga, a edição deste ano teve como grande mensagem mostrar que a ciência, para além de ser para todos, está presente em tudo o que fazemos. «Aliás, o tema deste ano é a ciência no dia a dia e queremos explicar o papel fundamental da ciência para o nosso bem-estar, para a nossa saúde, para o nosso conforto», disse. Para atingir este objetivo, a organização em Braga preparou um conjunto de cerca de 40 atividades, essencialmente, experimentais, para um público de todas as idades. Sandra Paiva salientou a importância das diversas entidades que ajudaram nesta tarefa de oferecer as atividades, realçando o Laboratório Internacional de Nanotecnologia, a Orion, a CTEM Academy, entre outras. Com esta Noite Europeia dos Investigadores pretendeu-se mais uma vez aproximar os cidadãos da ciência e dos cientistas, para que todos percebam o papel fundamental da ciência em tudo o que nos rodeia. No ano passado, a iniciativa atraiu cerca de 1200 participantes, pelo que este ano a expetativa era manter este número, e se possível aumentá-lo. Uma particularidade desta edição foi a associação do evento ao Ano Internacional das Leguminosas, com a realização de uma tertúlia e um momento de “showcooking”. «Eu queria sublinhar que esta iniciativa só foi possível com o apoio de imensos alunos voluntários da Escola de Ciências, dos professores e funcionários e também, este ano, com a parceria de outras escolas da Universidade do Minho. Quem esteve pela primeira vez nesta Noite Europeia dos Investigadores foi o Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade. «Estamos aqui porque achamos que, em primeiro lugar, importa passar às pessoas a ideia da ciência como algo um pouco mais abrangente do que o estudo das rochas e gente com batas e pipetas. As ciências sociais também existem. É verdade que elas têm, politicamente, um lugar menor, mas importa fazer esta tarefa de dar a conhecer o trabalho que fazemos com impacto social direto na vida das pessoas», disse Luís Santos, vice-presidente deste centro de estudos. Entretanto, para Maurício Fonseca, vice-presidente da Escola de Ciências da Universidade do Minho, a Noite Europeia dos Investigadores tem como grande missão conseguir que a população jovem interaja com a ciência e desenvolva uma vocação para as ciências. «Sabemos que há crise na vocação para as ciências, mas ultimamente está a ocorrer um volte-face nesta situação e a procura tem sido bastante mais significativa», disse. Olhando para as últimas colocações, o vice-presidente da Escola de Ciências revelou que, após a segunda fase, restam «muito poucas vagas» por preencher. Segundo disse, apenas o curso de Química ficou com seis vagas em aberto. «Mas devo sublinhar que os alunos da região que escolhem Química ficam na Universidade do Minho. São todos primeira opção», sublinhou.

  •  “Ciência para todos no Museu D. Diogo” Diário do Minho [Portugal] 1 Outubro 2016 | .: Pag.4 . Impresso.
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